Por ISA MEIRELLES

 imagem com uma passarela ao fundo e uma modelo a frente. Ela tem cabelos castanhos compridos, cacheados e soltos, usa um vestido azul royal com as mangas na cor preta e duas faixas pretas nos dois punhos. Ela utiliza duas muletas. Fonte: site jornal da orla.
imagem com uma passarela ao fundo e uma modelo a frente. Ela tem cabelos castanhos compridos, cacheados e soltos, usa um vestido azul royal com as mangas na cor preta e duas faixas pretas nos dois punhos. Ela utiliza duas muletas. Fonte: site jornal da orla.

O design de moda é uma expressão humana individual e coletiva. é manifestação de identidade e personalidade, ao mesmo tempo que serve como fator de identificação de um grupo. Ela é veículo de comunicação de todos os seres humanos que vivem socialmente, uma vez é necessário vestir o corpo para se relacionar com outros. Em uma sociedade onde a nudez não é permitida publicamente, todos corpos inevitavelmente se relacionam com a moda.

 imagem de 3 mulheres a frente de um fundo branco. A mulher do canto esquerdo é loira, tem os cabelos presos em um coque, usa uma roupa preta, está com uma bolsa em mãos e está sentada em uma cadeira de rodas. A mulher do seu lado também é loira, está com os cabelos soltos, usa um casaco vermelho em cima de uma roupa preta e está sentada em uma cadeira de rodas. A terceira mulher está no canto direito, tem cabelos crespos, usa um vestido estampado, suas mãos estão na cintura e ela possui um membro inferior. Fonte: site ana Maria Braga
imagem de 3 mulheres a frente de um fundo branco. A mulher do canto esquerdo é loira, tem os cabelos presos em um coque, usa uma roupa preta, está com uma bolsa em mãos e está sentada em uma cadeira de rodas. A mulher do seu lado também é loira, está com os cabelos soltos, usa um casaco vermelho em cima de uma roupa preta e está sentada em uma cadeira de rodas. A terceira mulher está no canto direito, tem cabelos crespos, usa um vestido estampado, suas mãos estão na cintura e ela possui um membro inferior. Fonte: site ana Maria Braga

Mas nem todos corpos têm acesso a ela. O design de moda ainda segue muitos padrões e se fecha para as diferenças dos corpos reais. Diferentes silhuetas, movimentos, tamanhos, sentidos  e linguagens são desconsiderados por toda a cadeia de produção e criação, vendas, publicidade, marketing e comunicação de moda: os corpos das pessoas com deficiência.

Esse público não é pequeno nem no Brasil, nem no mundo. Ele representa no nosso país quase 25% do total da população, segundo dados do IBGE 2010. E esse número vai crescer exponencialmente devido ao aumento da idade média e dos índices de violência do país. E mesmo assim eles são invisíveis para grande parte da sociedade. Pela falta de acessibilidade física, informacional, atitudinal, esses corpos têm dificuldade de se comunicar e se relacionar com os corpos padrões criados pelo sistema da moda.

Existem inúmeras diferenças entre corpos que possuem algum tipo de deficiência: visual, auditiva, física, intelectual. Cada um deles possui uma necessidade para acessar a moda. a pessoa com deficiência visual precisa enxergar os elementos da moda a partir da sua descrição, precisa de etiquetas com as informações das peças, além do piso tátil para acessar a loja, site acessível para comprar online. Já as necessidades do deficiente físico são outras, ele precisa de roupas adequadas para poder andar na cadeira de rodas, ou com muletas, além de peças que consiga vestir e lojas com rampas, espaço adequado para que consigam acessar.

 imagem composta por 3 fotografias. Na primeira fotografia do lado esquerdo, há um homem que usa um chapéu, um casaco e bermuda, ele está sentado em uma cadeira de rodas e olha para uma mulher a sua frente. Ela está de pé e usa um vestido claro, segura bexigas azuis e olha para cima. Na segunda fotografia, no canto superior direito, há uma menina com cabelos cacheados que usa um vestido de rendas. Ela rega flores que estão em suas mãos. Na terceira fotografia, localizado na parte inferior, há uma menina com os olhos vendados, ela segura duas linhas com borboletas nas ponta e usa uma blusa de bolinhas nas cores preta e branca. Fonte: site meu corpo é real
imagem composta por 3 fotografias. Na primeira fotografia do lado esquerdo, há um homem que usa um chapéu, um casaco e bermuda, ele está sentado em uma cadeira de rodas e olha para uma mulher a sua frente. Ela está de pé e usa um vestido claro, segura bexigas azuis e olha para cima. Na segunda fotografia, no canto superior direito, há uma menina com cabelos cacheados que usa um vestido de rendas. Ela rega flores que estão em suas mãos. Na terceira fotografia, localizado na parte inferior, há uma menina com os olhos vendados, ela segura duas linhas com borboletas nas ponta e usa uma blusa de bolinhas nas cores preta e branca.
Fonte: site meu corpo é real

Precisamos evoluir para uma moda que enxerga outros corpos. Uma moda que dá acesso äs pessoas com deficiência e também reconhece sua existência no mundo. Esses corpos invisíveis fazem parte da sociedade e precisam ser incluídos e representados na comunicação de moda, na fotografia, publicidade, desfiles, revistas, editoriais. Eles precisam de acessibilidade e representatividade para podem se vestir. Os corpos invisíveis estão entre nós e esperam pelo dia que poderá pertencer a moda.

Isa Meirelles

fotografia de Isadora. Ela está sentada em frente a um fundo branco. Seus cabelos castanhos  estão presos em um coque, usa batom cor de vinho nos lábios. Esta com a fisionomia séria.  Sua mão esquerda toca seu rosto na lateral. Ela usa camisa e calça jeans.
fotografia de Isadora. Ela está sentada em frente a um fundo branco. Seus cabelos castanhos estão presos em um coque, usa batom cor de vinho nos lábios. Esta com a fisionomia séria. Sua mão esquerda toca seu rosto na lateral. Ela usa camisa e calça jeans.

Consultora em Comunicação Inclusiva

Ênfase em Design Universal de Moda

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São Paulo – SP