Por Priscila Torres*
 
Stephanie Vidal, de 26 anos, perdeu a visão por causa da Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), que aumenta a possibilidade de coágulos no corpo.
 
Stephanie Vidal, de 26 anos, perdeu a visão quando tinha 18 anos depois que descobriu que tinha a Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF), que aumenta a possibilidade de coágulos no corpo. Ela conta que teve um coágulo no cérebro e, por isso, acabou perdendo totalmente a visão. Nesta quinta-feira (4) é comemorado o Dia Mundial do Braile.
 
A jovem, que hoje cursa pedagogia na Universidade Federal do Acre (Ufac) e está no 4º período, conta que após ter perdido a visão, teve que conviver com sua nova rotina, recomeçar e ser alfabetizada em braile.
 
“Para mim, foi muito difícil no começo. Eu estava terminando o ensino médio, estava no meu primeiro emprego, andava para todo lugar e resolvia minhas coisas sozinha, foi muito difícil mesmo. Fiz o curso de Braile no CAP [Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre] entre 2012 e 2013”, conta.
 
A jovem disse que, apesar de ter dificuldade com o Braile, tem se esforçado nos últimos meses para ter mais agilidade na leitura. “Tenho dificuldade de leitura ainda, leio muito devagar, mas estou melhorando de uns meses para cá”, complementa.
 
Stephanie conta ainda que tem ajuda de pessoas especializadas para receber o material de estudo. Ela diz que usava a sala de recursos do Colégio Barão do Rio Branco (CEBRB), no Centro de Rio Branco. “O curso era feito em áudio, mandavam os livros para o CAP e lá eles escaniavam e depois me devolviam em CD. Era assim que meu material era adaptado”.
 
Além disso, a universitária, que também usa as redes sociais, disse que os programas de inclusão têm sido significativos para ela. “Uso WhatsApp , Facebook, porque no celular e no computador tem uma configuração de uma voz que lê tudo para a gente”, acrescenta.
 
CAP
Familiares de pessoas que nasceram cegas ou tiveram problemas de visão depois do nascimento, como o caso da Stephanie, podem encontrar orientação e recursos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC). Professores e amigos também podem procurar o centro para receber orientação.
 
A coordenadora do centro, Gercineide Maia de Sousa, explica que o CAP desenvolve atividades para todas as idades e ressalta a importância de pessoas próximas também participarem dos cursos desenvolvidos pela instituição.
 
“Temos cursos o ano inteiro para pais, amigos e professores. É importante que as pessoas próximas também se integrem”, destaca.
 
Gerniceide explica ainda que materiais são desenvolvidos e distribuídos no estado para dar suporte aos alunos em períodos de aprendizagem. “Desde os livros com tabelas, gráficos, e até mapas, temos tudo em braile, com relevo, para aqueles que precisam possam ser assistidos”, complementa.
 
Para mais informações e acessar a lista dos cursos CAP, basta acessar o blog da instituição, clicando aqui.
 
Para mais informações e acessar a lista dos cursos CAP, basta acessar o blog da instituição, clicando aqui.
 
Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
 
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