E foi acompanhando as competições de rugby em cadeira de rodas que ocorrem na quadra da Etec (Escola Técnica Estadua) Prof. Ídio Zucchi, em Bebedouro, interior de São Paulo, que o professor Rodrigo Santana desenvolveu um aplicativo para auxiliar a comissão técnica da seleção brasileira da categoria a tomar decisões durante uma partida.

A ideia do aplicativo surgiu após a técnica da equipe, Ana Paula Ramkrapes, notar nas competições internacionais que equipes de ponta, como a Austrália, já usufruíam de tecnologia semelhante, mas muito acima das possibilidades financeiras da equipe brasileira.

 

Durante um campeonato na Etec de Bebedouro, a Ana Paula conversou com o professor Rodrigo Santana, docente do curso técnico de informática, sobre a possibilidade de automatizar o acesso da comissão técnica às informações colhidas pelos responsáveis pelas estatísticas da seleção.

Créditos: Alexandre Urch/MPIX/CPB

Scout auxilia na tomada de decisões durante a partida

Por meio do Scout, os profissionais observam a movimentação dos atletas em quadra, as principais jogadas, eficiência ou falhas de posicionamento e de desempenho.

Todas as informações são transmitidas para o aplicativo na mesma hora e podem ser acessadas pela comissão técnica pelo celular e outros dispositivos móveis, possibilitando que os jogadores sejam orientados sobre eventuais mudanças estratégicas para vencer a partida.

“Antes, as informações chegavam ao nosso conhecimento depois do jogo, em uma planilha Excel. Só então podíamos analisar o que havia dado certo ou errado no desempenho da equipe”, conta Ana Paula.

O aplicativo foi utilizado pela primeira vez no Pan Americano da modalidade, disputado em setembro, no Paraguai. O Brasil ficou com a medalha de bronze.

A plataforma foi disponibilizada gratuitamente e o objetivo, de acordo com Rodrigo, é que seja utilizado por mais equipes e por outras modalidades. “O esporte é uma forma muito importante de reabilitação e integração de pessoas com deficiência. Por isso fico muito feliz de contribuir com o aprimoramento dos times e atletas”, diz o educador.

Rugby em cadeira

O rugby em cadeira de rodas foi criado no Canadá, em meados da década de 1970, por atletas tetraplégicos. Os jogos são disputados em quadra coberta e cada equipe é formada por quatro jogadores e mais oito reservas.

A modalidade estreou nos Jogos Paralímpicos em 2000, em Sidney, Austrália, e chamou a atenção da audiência pelo dinamismo e pela grande quantidade de contato físico, características que tornam as disputas muito intensas.

Uma curiosidade neste esporte é que não há separação de gênero: mulheres e homens podem integrar a mesma equipe. Tanto que a seleção brasileira é comandada por uma mulher.

Fonte: Professor cria aplicativo para rugby em cadeira de rodas

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