A iniciativa nasce com um movimento apoiado por diversas entidades, empresas, influenciadores e indivíduos para derrubar barreiras de acessibilidade digital
 
Foto de um auditório lotado, visto de cima. No palco, há uma mulher morena que fala ao público, com uma tela ao fundo que projeta o logo do Movimento Web para Todos
 
Quais são as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência (PCDs) para ter acesso à informação nos sites de maneira integral e inclusiva? Para responder a essa pergunta e propor soluções, surge o Movimento Web Para Todos (WPT), iniciativa lançada em 20/9, no Google Campus São Paulo.
 
Há 45,6 milhões de pessoas no Brasil – 24% da população – com algum tipo de deficiência, segundo o Censo 2010 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios (PNAD) de 2014, o percentual de pessoas com deficiência que usam com frequência a internet no Brasil é 57% – acima da média brasileira, que é de 54%.
 
Simone Freire, diretora geral da agência Espiral Interativa e idealizadora do movimento, afirma “Se um site for fácil de navegar por alguém com algum tipo de limitação motora, intelectual, auditiva ou visual, certamente será melhor ainda para quem não tem”. A iniciativa conta com a parceria do NIC.br por meio do Ceweb.br, participando do projeto desde sua concepção e apoio institucional do W3C Brasil.
 
O WPT une entidades, empresas, universidades e diversas pessoas que defendem uma Internet mais acessível. O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) analisou apenas páginas do Governo e constatou que menos de 6% desses sites tentam minimizar as barreiras de acesso para pessoas com deficiência. “Se estendermos para o universo das empresas, esta porcentagem certamente é ainda menor”, afirma Vagner Diniz, gerente geral do W3C Brasil e do Ceweb.br.
 
A partir disso, surgiu a plataforma digital inédita no País, totalmente colaborativa, que é a base do Web para Todos e está dividida em três grandes pilares: Mobilização, Educação e Transformação.
Vale ressaltar que, com a vigência da Lei Brasileira de Inclusão – LBI, desde janeiro de 2016, passou a ser obrigatória a acessibilidade de sítios de qualquer organização (empresas privadas, fundações e institutos, órgãos do governo) com sede ou representação comercial em território brasileiro (Lei nº 13.146, art. 63, julho de 2015).
 
Parceiros
 
Além da parceria do NIC.br/Ceweb.br  e apoio institucional do W3C Brasil, o Web para Todos também conta com o apoio da Fundação Roberto Marinho e de outros parceiros em diversas áreas, que contribuem com suas expertises de forma contínua, o que torna o movimento mais dinâmico, atualizado e colaborativo.
 
São eles: Fundação Dorina Nowill, Fundação Fenômenos, Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da Escola de Direito da FGV SP, Associação Laramara, Instituto Mara Gabrilli, Instituto Rodrigo Mendes, MATAV-Unesp, ONCB – Organização Nacional de Cegos do Brasil, ProDeaf, Santa Causa, Secretaria da Pessoa com Deficiência do Município de São Paulo, Singolla e Trama Comunicação, e com o apoio de mídia do portal Vida Mais Livre e da Revista D+.
 

 

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