Protagonista Diego é interpretado por Rômulo Braga, melhor ator no Festival de Brasília em 2016. Foto: Inquieta Cinema Cultura e Comunicação/Divulgação  
Protagonista Diego é interpretado por Rômulo Braga, melhor ator no Festival de Brasília em 2016. Foto: Inquieta Cinema Cultura e Comunicação/Divulgação

Cineasta baiano radicado no Recife, Jeorge Pereira, 41, sabe os desafios existentes na vida das pessoas com deficiência. Tendo contraído poliomielite com apenas 1 ano de vida, o diretor é cadeirante e resolveu explorar o tema no filme Organismo, que estreia no sábado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Jorge Pereira no set. Foto: Acervo pessoal/divulgação  
Jorge Pereira no set. Foto: Acervo pessoal/divulgação



A ideia para o filme surgiu quando o cineasta trabalhava na ONG Rodas da Liberdade, em Porto de Galinhas, Litoral Sul do estado, e entrou em contato com pessoas recém-lesionadas na região medular. O roteiro é assinado por Jeorge Pereira, com revisão de Leo Falcão. A fotografia é assinada por Breno Cesar e Marcelo Lordello.

Embora carregue algo da experiência pessoal do realizador, o filme não é autobiográfico, mas, sim, uma ficção. A história é estrelada por Diego (Rômulo Braga), um jovem tetraplégico que, após a morte da mãe, passa a refletir sobre a vida e rememorar passagens da vida, incluindo a infância e os tempos atuais ao lado da namorada Helena (Bianca Joy Porte).

“As implicações físicas, o processo de adequação à nova condição, mas principalmente as culturas de gênero e do corpo são os maiores desafios de alguém que antes andava com as próprias pernas”, afirma Pereira, a respeito das dificuldades de quem perdeu a mobilidade. “Existe uma cortina de fumaça repleta de mitos sobre a sexualidade de um/uma cadeirante. O filme tenta sensibilizar as pessoas sobre questões universais, não apenas para quem está numa cadeira de rodas”, acrescenta.

Fonte: Diario de Pernambuco

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