Regras do golfe adaptado são as mesmas da modalidade convencional. Nos Estados Unidos e na Inglaterra modalidade já é bem desenvolvida.

Para todo cadeirante em fase de reabilitação atividade física é fundamental. E é exatamente essa necessidade que tem aumentado o número de praticantes de um esporte que nunca foi popular no Brasil.

Silêncio. O Rayan, que também joga basquete em cadeira de rodas, não estava acostumado.

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“Completamente oposto do basquete, que é tão intenso. Aqui não. Quanto mais tranquilo você estiver, melhor vai ser seu jogo”, diz Rayan Silva.

Num acidente de carro ele perdeu os movimentos das pernas. Golfe? Nunca tinha nem chegado perto.

“O silêncio pra fazer o esporte não combinava”, conta.

Encontrou a combinação perfeita.

“Aqui eu venho e desacelero. É uma nova paixão”, diz.

Para Alessandra, atingida por uma bala perdida, é reabilitação.

“Nas tacadas você tem que ter um equilíbrio, se não você cai no chão. Ajudou muito meu equilíbrio o golfe”, explica.

A Lina está pensando em competir. É muito parado esse negócio de só treinar.

“Quando a gente começar mesmo a treinar forte para as competições, acho que vai ser mais adrenalina”, diz.

Eles são de São José dos Campos, interior paulista. O projeto é de um clube da cidade e da Federação Paulista de Golfe. As regras da versão adaptada são as mesmas da modalidade convencional. Dá para jogar em pé ou nas cadeiras, que sofrem um pouco na grama. Às vezes, tem que ir de carona. Obstáculos? Nada.

“Tudo é possível. Se você tem boa vontade pra fazer, pra realizar, dá”, diz um jogador de golfe adaptado.

Já existe até Mundial de Golfe para pessoas com deficiência. Em países como Estados Unidos e Inglaterra, a modalidade já é bem desenvolvida. A turma no Brasil é pioneira: são as primeiras tacadas.

O Evandro está investindo nisso. A cadeira importada, única no país, é específica para o esporte. E 12 anos depois do acidente de moto, ele pode ficar em pé para dar a tacada na mesma posição do maior ídolo do esporte.

“Me sinto o Tiger Woods. Me arrependo de não ter conhecido o golfe há 25 anos atrás, 30 anos atrás”, diz o jogador de golfe adaptado Evandro Bonocchi.

Fonte: G1

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